A síndrome de necrose da orelha (SNO) possui causas multifatoriais, podendo ter origem bacteriana, viral ou fúngica. A ocorrência é predominante em animais jovens, com maior frequência em leitões da metade final de creche e início de crescimento, tendo sido observada em qualquer tipo de produção, desde sistemas totalmente confinados até sistemas abertos.
As lesões de pele na região auricular e/ou a imunossupressão do animal são tidos como os principais fatores predisponentes que podem levar à manifestação da síndrome, principalmente quando associados a agentes infecciosos. Fatores estressantes, como a superlotação das baias e disputas entre os animais, aumentam as brigas e, consequentemente, provocam lesões auriculares iniciais.
Outra possível causa da SNO é a contaminação fúngica pelo fungo Claviceps purpurea, parasita de grãos como centeio, aveia e trigo, responsável pela produção da micotoxina Ergotoxin. Quando ocorre a ingestão de grãos contaminados com o fungo, a toxina alcalóide produzida causa necrose de extremidades, além de problemas reprodutivos. Os sinais clínicos surgem após vários dias do consumo da ração contaminada. A melhora da necrose tende a ocorrer após a substituição do alimento contaminado.
Como as causas específicas da SNO não são ainda bem esclarecidas, deve-se agir prioritariamente na correção dos fatores de risco, proporcionando conforto e bem-estar aos animais, e fornecer alimento com formulação adequada e de alta palatabilidade.
Fonte:
ainfo.cnptia.embrapa.br
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